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quarta-feira, 26 de outubro de 2011

Exploitation de nuages... «La complainte du progrès»

Avec Wordle, on peut proposer aux élèves qu'ils construisent oralement un texte d'approche avant de prendre contact avec un texte, un poème. Ils font ainsi une pré-sémantisation du texte. Ils construisent des hipothèses et, avec l'aide de l'enseignant, ils introduisent les mots nouveaux (qui vont apparaître dans le texte) dans d'autres contextes. Ainsi, ils pourront mieux apprécier le ppoème.


Après, ils peuvent écouter le poème de Boris Vian, le lire...



Ils proposent ensuite des actualisations du poème sous forme de brainstorming et construisent un nouveau nuage à partir duquel ils peuvent créer un poème avec des contraintes, en respectant les caractères.

segunda-feira, 2 de maio de 2011

Publicidade da Bertrand- Dia Mundial no Livro

No jornal Expresso,de  22 de Abril, o leitor encontrou uma falsa primeira página, com  o poema seguinte:


O Fim é o princípio. Uma página que se vira.
Somos a tinta fresca em folha áspera.
A capa dura. Aquilo que procura. Somos a História.
Desde sempre. O terramoto de 55 e a revolução de 74.
Somos todos os nomes. As pessoas do Pessoa.
Alexandre Herculano e Ramalho Ortigão.
O Mundo na mão.
Ponto de encontro. De quem pensa. De quem faz pensar.
Temos pele enrugada de acontecimento. As páginas são nossas.
E o pó que descansa na capa também. Sabemos falar
de guerra e paz, explicar a origem das espécies e dizer qual
a causa das coisas. Somos o que temos. A tradição e a vocação.
A atenção. A opinião. A história de dor e de amor.
Somos o nome do escritor. A mão do leitor.
Somos livros.
Na contracapa...  um outro poema
Somos livros.Se eu fosse um livro
começava por ter páginas grossas.
Com duas ou três palavras e muitas cores.
Se eu fosse um livro era um livro de aventuras. De piratas. De bons e maus.
De pernas de pau. Anos depois seria um livro revolucionário.
Proibido. Chamuscado. Passado de mão em mão. Ou então não.
Mais tarde tornava-me um livro de poesia. Um livro de amor.
Com paixão, tesão e até traição. Um livro resistente.
Que suportasse o sal das minhas lágrimas. Se eu fosse um livro era um clássico.
Para ler na cama. No silêncio da vida a dois. Depois seria um guia.
Que se lê no meio do banho, da tosse e do ranho.
Um livro que se trata com todo o carinho. Com o passar do tempo uma autobiografia.
Um livro de memórias. Com revelações e confidências. Com rugas na capa.
Cheio de páginas. Cheio de vida. Se eu fosse um livro era o ABC do rejuvenescimento.
Uma tentação para quando só nos resta a imaginação.
Se eu fosse um livro tinha muitos capítulos.
Só não queria ter fim.



Nestes poemas inseridos na publicidade à Bertrand  retomam-se alguns  princípios da escrita criativa de poemas.
E  se os alunos fossem...
Se eu fosse...